O Pantanal é uma região de criação extensiva de gado bovino. Na área de estudo está representada pelos municípios do noroeste (Pantanal Sul), como Aquidauana, Anastácio e Miranda. Inicialmente voltadas para a produção de charque, depois para a venda de bezerros, hoje muitas fazendas também estão explorando o turismo rural. A criação extensiva de gado de corte, exportado em pé para a engorda no Cone Sul-Mato-grossense, caracteriza hoje a economia da pecuária nas duas sub-regiões, Pantanal (sul) e Bodoquena. A presença do Parque Nacional da Serra da Bodoquena, relativamente próximo ao pólo turístico fomentado pelo governo estadual (que abrange os municípios Jardim e Bonito a sudoeste do Pantanal) sugere a possibilidade de um “corredor turístico” na área.
A expansão da rede rodoviária e o bom estado da maioria das estradas em Mato Grosso do Sul (federais e estaduais), permitiu a articulação dos municípios do norte com Campo Grande, criando um mercado para a produção leiteira subregional. O aparecimento de indústrias de laticínios nas sedes municipais está vinculado ao mercado local, separados que estão por grandes fazendas.
Outro é o perfil das sub-regiões de Dourados e Cone Sul-Mato-grossense. Aqui aparecem grandes fazendas de criação e engorda de gado bovino, indicador de maior nível de especialização e investimento em pastos artificiais (Iguatemi, Amambaí, Maracajú, Japorã, Mundo Novo). Pequenos curtumes estão espalhados pela região, a maior parte da produção destinada às indústrias de transformação localizadas no Paraná e em São Paulo. Grande parte do gado é exportada para a região de Nova Andradina ('costa leste' do estado, na divisa com São Paulo) e para o oeste paulista, embora a exportação direta para o exterior de carne bovina certificada é crescente (frigoríficos em Campo Grande e 'costa leste'), inclusive para países árabes.
Dois eventos foram importantes na formação socioeconômica de Mato Grosso do Sul. O primeiro ocorreu na década de 1930, com a criação pelo governo federal de várias colônias agrícolas na região de Dourados, permitindo o assentamento de nordestinos e sulistas praticando pequena lavoura de subsistência, primeira cunha do sistema produtivo de ‘frente pioneira’ na região.
O segundo evento foi a expansão da soja nas últimas décadas, seguindo também a trilha dos novos “colonos” sulistas, vinculado ao sistema produtivo dos agronegócios. Superpondo-se e mesclando-se na região de Dourados, com a compra das terras dos antigos colonos, o novo vetor tem servido de “canal” para a expansão de filiais e novos empreendimentos procedentes, principalmente do Paraná. Em primeiro lugar destaca-se a extensa rede de armazenamento e secagem da soja. Mais recentemente, a valorização da mandioca para a produção de amido tem sido responsável pela implantação de pequenas fábricas modernas com investimento paranaense, paulista e sul-matogrossense.
Tendo como símbolo o simpático Tuiuiú, o Pantanal Sul Mato-Grossense é uma das maiores reservas ambientais do mundo. Com uma incrível diversidade de plantas, e animais dos mais variados tipos, cores e tamanhos, o local encanta pela sua simplicidade mágica, pela harmonia entre humanos e os demais seres do ecossistema, e pela beleza divina concedida pela mãe natureza, que nos presenteia com surpresas de inigualável exuberância.
Segundo pesquisas, a avicultura está entre as 10 principais atividades econômicas sul-mato-grossenses. Conforme informações da Câmara Setorial da Avicultura do Estado, os números avícolas em Mato Grosso do Sul estão assim distribuídos: ha 5 indústria frigoríficas avículas e outras 5 indústrias de ração, mais de 1500 granjas pelo estado, totalizando mais de 15.000 empregos gerados (diretos e indiretos). Os investimentos realizados no setor giram em torno de R$575 milhões de reais.